O Seguro Multi-riscos Habitação destina-se à protecção do património, apresentando coberturas tais como: incêndio, raio e explosão, tempestades, inundações, danos por água, greves, tumultos, actos de vandalismo, choque ou impacto de veículos terrestres, riscos eléctricos, danos em canalizações, quebra de espelhos, vidros e loiça sanitária, furto ou roubo, roubo de dinheiro ou furto sobre a pessoa segura, etc.
Tal como na maior parte dos seguros este também tem as suas coberturas descriminadas uma a uma e, variando razoavelmente de seguradora para seguradora, é muito importante averiguar qual oferece mais coberturas, QUE FRANQUIAS têm e que até que limites vão.
Mais importante que o seu automóvel, que corre riscos diariamente é, por certo, a casa, que os corre da mesma forma (mas sem se deslocar).
Alugada ou comprada (a pronto ou com crédito) lembre-se que é importante reequacionar as coberturas e riscos tendo em conta o edifício (ou fracção) e os conteúdos.
De todos os investimentos que se fazem ao longo da vida, a nossa casa é o mais importante. Para muitos, implica anos de esforço financeiro e quase sempre não sobra o suficiente para responder a qualquer imprevisto que possa afectar as paredes do imóvel e o respectivo conteúdo.
Por esse motivo, é obrigatório segurar o património imobiliário e é prudente acautelar o seu interior. Para o efeito, existem alternativas com custo acessível e são essas que nos propomos apresentar-lhe nesta página.
Avalie a sua situação presente:
Casa Alugada (Inquilino):
. Segurar o edifício é responsabilidade do seu senhorio (é até obrigatório). No entanto os conteúdos são seus e podem ficar cobertos por um seguro multi-riscos para conteúdos. Se tem em casa propriedade do seu senhorio, lembre-se também de a segurar enquanto tal.
Casa Alugada (Senhorio):
. Como referido acima, é sua a responsabilidade de segurar o edifício. Acautele o seu investimento se todo o condomínio não estiver seguro.
Casa Comprada (sem crédito):
. Então deve segurar edifício e conteúdos.
Casa Comprada (com crédito):
. É provável que tenha feito o seguro de edifício quando contratou o crédito mas, muito provavelmente, não tem seguro de conteúdos.
. Também é provável que tenha sido pressionado para contratar o seguro multi-riscos na seguradora mais associada ao seu banco mas a escolha é (habitualmente) livre e há melhores ofertas!
. O capital seguro pode não ter sido o mais correcto.
. Se o condomínio tem seguro, então, poderá certamente reduzir ou até anular o "seguro do banco".
EDIFÍCIO
O edifício (ou a fracção deste) é o imóvel em si. Dele fazem parte as paredes, portas, janelas, telhado, escadas, etc.
Quanto a capitais, deve segurar sempre o valor de reconstrução do imóvel. Este valor não se prende com factores como a localização (já que o terreno é mesmo inabalável) mas antes com os custos que os construtores apresentariam para reconstruir o mesmo edifício no mesmo local.
Anualmente o Instituto de Seguros de Portugal (www.isp.pt) dá a sua estimativa para o valor de reconstrução do m2 para cada zona do país:
Para os grandes centros urbanos, o valor de referência é de 652,19€ por m2, enquanto nos concelhos de predominância rural é de 516,50€ (mas não deixe de contar com mais 15 ou 20% para as partes comuns, no caso de ser condómino).
Caso o edifício possua materiais caros (mármore, granito, xisto, etc), pode acrescentar essa mais valia no capital, tendo o cuidado de a descriminar na apólice para evitar dúvidas em caso de sinistro.
Salvo melhor informação, ou características especiais do edifício, o valor mais correcto a segurar será o produto da área da sua casa em m2 pelo custo de reconstrução do m2.
Segurar por um valor inferior ao valor comercial da habitação não é correcto. Segurar por um valor superior (como é habitual os credores exigirem) também não traz qualquer benefício pois para além de elevar desnecessariamente o prémio de seguro não garante maiores indemnizações em caso de sinistro.
CONTEÚDOS
Tudo o que se encontra dentro da casa, o seu recheio, merece ser seguro também. Seja na mesma apólice do seguro de edifício ou em separado.
Para o conteúdo, opte pelo valor em novo dos bens a segurar.
É habitual vermos nos nossos clientes uma perigosa tendência para sub avaliar o valor dos seus pertences. Recomenda-se alguma cautela. Por isso deve ter em conta:
- Tudo o que é normal haver numa casa e tem, unitariamente, baixo valor (roupa, móveis, iluminação, electrodomésticos simples, objectos decorativos de pouco valor, pequenas colecções de livros ou discos, etc.)
- Pequenos conjuntos de itens que totalizam valores mais elevados (equipamento áudio - 730cts, equipamento vídeo - 500cts, objectos em prata - 300cts)
. Descriminação mais ou menos detalhada de um dado objecto de maior valor (Televisor de marca - 2050cts; Máquina Fotográfica Digital - 1600cts; Cordão em ouro com 300g - 570cts)
- Fotografias de quase tudo o que, unitariamente, ultrapasse 250cts ou fotografias de certos objectos muito especiais (Colecção de 10 Livros raros - 2500cts; Relicário séc. XVII -- 10500cts; Porshe Spider 1962 em garagem - 15000cts)
Estude connosco a melhor solução para o que mais importam, o seu caso!
COMO AVALIAR OS BENS A SEGURAR?

Documentos Necessários: Documentos Pessoais, Saber a Área da Casa, o nº da fracção, Capital do Imóvel e/ou Conteúdo (em caso de Empréstimo Bancário necessita designação do Credor Hipotecário);